Uma operação policial realizada na comunidade de Temucuicui, em Ercilla, resultou em cinco detidos e abriu novas frentes na investigação de crimes violentos na região de La Araucanía. A ação, liderada pela Polícia Militar com apoio do Exército, ocorreu na madrugada de quarta-feira e permitiu apreender drogas, armas e diversos elementos relacionados a ilícitos.
Entre os detidos está Aliwenko Queipul Huenchullán, de 18 anos, que será formalizado por roubo com intimidação, atentado incendiário e disparos injustificados em via pública. Seus pais, Rosa Huenchullán (45) e Luis Queipul (55), enfrentarão acusações por receptação de veículo motorizado. Os três passarão por audiência de custódia no Tribunal de Collipulli.
O promotor regional Roberto Garrido confirmou que a investigação continua em andamento e não descartou novas prisões. Segundo fontes policiais, o irmão gêmeo de Aliwenko, Aukaman Queipul Huenchullán, e sua companheira Nayadeth Anaís Millanao Millape (19) estão foragidos.
A operação incluiu a busca em três residências, onde foram apreendidos celulares, coletes à prova de balas e substâncias ilícitas.
O general Cristian Mansilla Varas, chefe da Zona de Controle de Ordem Pública, destacou que foram coletadas evidências que vinculam os detidos a crimes cometidos em Ercilla, Collipulli e Traiguén, sob um modus operandi que incluía intimidação com armas de fogo para o roubo de caminhonetes.
Do Governo, o ministro do Interior Claudio Alvarado afirmou que "o Estado de Direito não é negociável" e que todos os foragidos serão perseguidos.
A ministra da Segurança Trinidad Steinert ressaltou que, embora não tenha havido policiais feridos, foram registrados disparos contra veículos blindados. "Temos cinco detidos, três homens e duas mulheres, que serão colocados à disposição do tribunal no âmbito de uma investigação iniciada em 2025 por crimes de roubo com violência, incêndio e disparos injustificados", informou a autoridade. A ministra destacou que, apesar dos confrontos registrados durante a operação, não houve funcionários feridos, embora tenham sido constatados disparos e impactos balísticos em veículos blindados. "Este resultado confirma que o Estado cumpre seu papel em todo o território nacional e reafirma sua presença diante de organizações criminosas", ressaltou.
Por sua vez, o ministro da Defesa Fernando Barros valorizou o planejamento da operação, classificando-a como "uma ação significativa e bem estruturada".
O procedimento insere-se na estratégia de segurança aplicada na Macrozona Sul, onde o estado de exceção completa quatro anos de vigência.
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