Yassna Navarrete foi uma das pessoas afetadas pelo atentado incendiário registrado em uma empresa em Collipulli, na região de La Araucanía.

A afetada, em conversa com a Rádio Bío Bío, criticou o Estado e o Governo em geral, pois, em suas palavras, "se pronunciou pouco ou nada em relação a La Araucanía", aspecto pelo qual disse estar desiludida.

"Somos uma das poucas fontes de emprego que existem em Collipulli, porque aqui ninguém quer investir. Estamos aqui porque a vida toda fomos daqui. Mas a verdade é que estamos tão exaustos, tão cansados e tão desiludidos com o Governo, que se pronunciou pouco ou nada sobre La Araucanía, e fomos um dos slogans desta campanha que tiveram", afirmou.

"A verdade é que me sinto profundamente desiludida, afetada e esperando que revertam esta situação. Está bem, os processos são lentos quando chegam ao Governo, mas parece que estão fazendo pouco ou nada", acrescentou.

"Nós pagamos o pato pela falta de prever este tipo de situações. Estamos a menos de 1 km da cidade. Somos uma empresa que, a partir de 97, sofre atentados ano após ano, tanto que em 2020 sofremos, por exemplo, a queima de 17 equipamentos de trabalho em três meses", continuou Yassna.

A trabalhadora também colocou sobre a mesa a megaoperação realizada pelos Carabineros -com apoio militar- na comunidade de Temucuicui, em Ercilla, que resultou em cinco pessoas detidas.

Nesse sentido, manifestou que, quando se está diante de situações "deste tipo, esses atos de violência contra pessoas tão poderosas em questões de reivindicação, você sabe que ao realizar esse tipo de ação terá consequências".

"Prevendo tudo, digamos, as ameaças que esses líderes de Temucuicui fizeram, não foram capazes de nos colocar uma patrulha dos Carabineros ou nos assistir ou sequer fazer rondas", questionou.

Na opinião de Navarrete, as consequências nesses casos não são pagas pelas autoridades, mas sim "pela gente comum e simples que ainda estamos tentando sobreviver em La Araucanía".

"Estamos fazendo um apelo para que, por favor, nos protejam, que cumpram as promessas de campanha e que não se esqueçam das vítimas depois de terem chegado ao Governo", sentenciou.

Fonte:BiobioChile

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