A prática e a aplicação de aprendizados em campo são uma constante na formação de estudantes de Engenharia Florestal da Universidade Austral do Chile. No contexto da disciplina “Proteção de florestas”, visitou-se o viveiro Huillilemu, localizado na comuna de San José de la Mariquina, com o objetivo de conhecer pomares de sementes e processos de produção de plantas de espécies nativas de valor comercial, especialmente do gênero Nothofagus, como o carvalho e o raulí, junto com outras sempre-verdes, como o ulmo.
Segundo explicou o docente responsável pela disciplina, Dr. Cristian Montalva, é importante conhecer in situ esses processos porque “permitem que os estudantes possam relacionar os conteúdos revisados em aulas com situações reais de produção de plantas, manejo sanitário e qualidade de plantas. Essas experiências são relevantes para compreender a importância de produzir plantas saudáveis e de boa qualidade, especialmente quando se pensa no estabelecimento e desenvolvimento de florestas”.
Para os estudantes, esse tipo de experiência em campo é fundamental. “Durante a visita percorremos o viveiro e a estufa da propriedade, onde pudemos observar a produção de plantas de diferentes espécies de interesse comercial, destacando coihue, raulí, alerce, ulmo, canelo e, como novidade, o híbrido ‘rora’ (carvalho-raulí). Também observamos em detalhe o processo de preparação de canteiros e do terreno, além dos diferentes sistemas de produção, como tubetes e sementeiras. Isso nos permitiu compreender melhor o uso de fertilizantes e outros manejos orientados a melhorar a eficiência na produção de plantas”, explicou o estudante Felipe Soto.
“Pessoalmente, pude conversar com o responsável pela visita, a quem perguntei sobre os fatores críticos e secundários para o correto estabelecimento de um viveiro. No caso de Huillilemu, as condições do local permitem que fatores como radiação, abastecimento de água, disponibilidade de energia e características do terreno não representem maiores limitações ao organizar e definir o tipo de produção. No entanto, entre os fatores secundários, a disponibilidade de mão de obra, a acessibilidade e a distância aos mercados podem apresentar algumas dificuldades devido à localização. Ainda assim, essas condições são compensadas pelos fatores críticos favoráveis mencionados anteriormente”, acrescentou o estudante da Faculdade de Ciências Florestais e Recursos Naturais.
Nesta atividade também participaram as estudantes de intercâmbio do Institut Agro Montpellier, da França, Camille Charton e Thelma Lapouge, que comentaram que “esta aula nos permitiu observar os tratamentos realizados para coletar, conservar e selecionar sementes e árvores de espécies nativas. Como não temos aulas de silvicultura na França, foi interessante conhecer como esse trabalho se desenvolve no Chile. Aprendemos como as plantas jovens são utilizadas nas florestas, suas condições de produção e os tratamentos que recebem. Também vimos diferentes tipos de sementes, um aspecto ao qual muitas vezes não se dá tanta atenção quando estamos habitualmente na floresta”.
Além disso, valorizaram “as explicações da pessoa que nos recebeu, que foram muito interessantes e completas”.
Comentários (0)
Ainda não há comentários. Seja o primeiro a comentar!
Deixe um comentário