Ainda sob certo hermetismo -porque se encontra em pleno desenvolvimento- o Governo do presidente José Antonio Kast está preparando uma renovação das normativas ligadas ao setor florestal, cujo eixo principal seria uma nova lei de fomento destinada a reativar a atividade, aumentar o investimento e fortalecer especialmente pequenos e médios proprietários florestais.

A iniciativa foi adiantada pelo ministro da Agricultura, Jaime Campos, que sinalizou que se trata de uma das prioridades da administração.

Segundo adiantou a autoridade, desde sua pasta estão trabalhando em uma proposta que será apresentada ao Mandatário em pouco menos de 60 dias, com o objetivo de substituir a ausência de um instrumento moderno de fomento florestal no Chile.

Campos afirmou que o país precisa de uma legislação adaptada ao século XXI e descartou que se trate simplesmente de reeditar o histórico Decreto Lei 701, que incentivou as plantações florestais durante décadas.

Conforme antecedentes recolhidos pela BioBioChile, entre as medidas que surgiram nas conversas entre o Executivo e representantes da indústria destacam-se mecanismos de financiamento através de entidades públicas, seguros florestais para enfrentar riscos produtivos e estímulos à demanda de madeira mediante projetos de infraestrutura e planos habitacionais.

“O Chile precisa de uma nova lei de fomento florestal”, sustentou o ministro durante um seminário -intitulado “Como vem a temporada 2026-2027?”- organizado pela Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), onde enfatizou que a atividade florestal é complementar ao desenvolvimento agrícola e possui um importante potencial econômico para o país.

“Desde que assumi o Ministério, formei um grupo de tarefas que está encabeçado e dirigido por Fernando Raga e que está trabalhando arduamente neste projeto e de acordo com as informações que me chegaram, antes de uns 60 dias mais vamos dar ao Presidente da República uma proposta concreta”, enfatizou o ministro Jaime Campos.

Além disso, durante seu discurso, a autoridade enfatizou que em matéria hídrica “o problema da água se reduz à lei de fomento da irrigação na circunstância de que há um problema prévio ou maior que a disponibilidade de recursos hídricos”.

Diversos sindicatos têm colocado que uma nova política de fomento florestal poderia contribuir para recuperar emprego, aumentar as plantações e fortalecer uma atividade que atualmente gera milhares de postos de trabalho diretos e indiretos em diferentes regiões do país.

A iniciativa também se enquadra na estratégia econômica do Executivo para promover o investimento.

Se os prazos anunciados pelo Ministério da Agricultura se cumprirem, a proposta poderia começar sua tramitação legislativa durante o segundo semestre.

Fonte: BiobioChile

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