As exportações da Região do Biobío alcançaram US$ 346,2 milhões durante abril de 2026, o que representou uma queda interanual de 21,4%. O recuo foi impulsionado principalmente pelo setor industrial, onde as atividades florestais e de celulose continuam tendo um peso determinante na economia regional.
Segundo o relatório do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), a atividade florestal exportou US$ 74,6 milhões durante o mês, registrando uma diminuição de 14,4% em relação a abril de 2025. A isso se somou a queda de 24,9% na atividade de fabricação de celulose, papel e papelão, que totalizou US$ 138,6 milhões e se manteve como a principal atividade exportadora da região.
Em conjunto, as atividades de celulose, papel, papelão e florestais concentraram mais de 61% de todas as exportações regionais, confirmando a liderança do setor florestal na matriz exportadora do Biobío.
Celulose e madeira explicam grande parte da queda
Entre os principais produtos exportados do mês destacou-se a celulose, com retornos de US$ 132,6 milhões. No entanto, este produto registrou uma diminuição de 26,1% em comparação com o mesmo período do ano anterior, equivalente a US$ 46,8 milhões a menos. A celulose representou por si só 38,3% de todas as exportações regionais.
A madeira serrada, outro dos produtos emblemáticos do setor florestal, alcançou exportações de US$ 29,4 milhões, experimentando uma baixa de 23,1%. Também recuaram os painéis de fibra de madeira (-19%), as portas de madeira (-37%), os perfis e molduras de madeira (-12%) e a madeira compensada (-4,1%).
Apesar do cenário complexo, alguns produtos mostraram resultados positivos. Entre eles destacaram-se os painéis de partículas de madeira, que aumentaram 62,5% em relação a abril de 2025.
China continua sendo o principal destino
A Ásia continuou sendo o principal mercado para as exportações do Biobío, concentrando 49,5% dos envios regionais. A China se manteve como o principal parceiro comercial, com compras de US$ 129 milhões e uma participação de 37,3% do total exportado pela região.
No entanto, os envios ao gigante asiático também evidenciaram uma contração de 7,3% em comparação com abril do ano passado, refletindo a desaceleração observada em alguns dos principais produtos florestais exportados.
Apesar das quedas registradas durante abril, o setor florestal continua sendo o principal motor exportador do Biobío. A combinação de celulose, madeira serrada, painéis, molduras e produtos derivados continua representando uma parte substancial das receitas regionais de exportação.
Os resultados refletem, no entanto, os desafios que a indústria florestal enfrenta atualmente, marcada por menores retornos em alguns mercados internacionais e uma diminuição dos volumes exportados em produtos-chave, situação que impacta diretamente uma região onde a atividade florestal e a cadeia industrial associada constituem um dos pilares da economia e do emprego.
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