Com 39 votos a favor e 2 contra, o Plenário do Senado apoiou o pedido do Executivo de prorrogar por mais um mês a vigência do estado de exceção constitucional de emergência na região de La Araucanía e nas províncias de Arauco e Biobío, na região do Biobío.

Antes da votação, o ministro do Interior, Claudio Alvarado, apresentou informações sobre os efeitos da medida desde sua aplicação, destacando que, de 2021 até o momento, houve uma redução de 79% nos atos de violência rural.

Acrescentou que os ataques contra transportadores foram reduzidos em 89%, mas que ainda há desafios pendentes em relação ao controle de armas, pois foi detectado um aumento de 37%, razão pela qual estão sendo promovidas iniciativas para maior controle na área das fronteiras. Da mesma forma, afirmou que estão sendo fechados convênios entre o MOP e a força militar do trabalho para realizar a manutenção das estradas na região, entre outras medidas.

Durante a votação do pedido, fizeram uso da palavra os senadores e as senadoras Enrique Van Rysselberghe, Sebastián Keitel, Iván Flores, Alejandro Kusanovic, Cristián Vial, Miguel Ángel Becker, Andrés Longton, Gastón Saavedra, Esteban Velásquez, Miguel Ángel Calisto, María José Gatica e Alfonso De Urresti, além do ministro da Defesa, Fernando Barros.

Eles destacaram que, apesar da redução registrada nos atos de violência rural, maio foi o mês mais violento deste ano, o que demonstra que, na macrozona sul, continuam existindo e atuando células terroristas, algo que deve ser levado em consideração antes de pensar em um eventual "desescalonamento".

Da mesma forma, foi destacado o trabalho conjunto que está sendo realizado pelas polícias, forças armadas, Ministério Público e outras entidades, com o objetivo de detectar possíveis focos de violência. Nesse sentido, foi enfatizada a integração interagencial, que traz tranquilidade e certezas aos habitantes da região.

No entanto, apesar dos avanços, os senadores e as senadoras apontaram que o problema não desapareceu, pois persistem manifestações graves de criminalidade organizada e violência armada. Além disso, afirmaram que é necessário ver de que forma serão desenvolvidas políticas públicas que permitam melhorar a conectividade e as condições necessárias para os habitantes da região.

Por fim, manifestaram que é necessário analisar de que maneira prosseguir, pois o estado de exceção constitucional de emergência é "excepcional" e sua extensão no tempo está fazendo com que se torne permanente, o que dificulta dar um passo seguinte. Daí a necessidade de estabelecer uma estratégia que identifique lacunas.

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