As exportações florestais da Região do Biobío atingiram US$ 213,6 milhões em abril de 2026, valor que representa uma diminuição de 21,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo informou o Instituto Nacional de Estatísticas (INE) em seu mais recente boletim setorial.

Apesar do recuo, o setor florestal manteve sua posição como o principal ramo exportador da região, concentrando 61,7% do total das exportações regionais, que em abril somaram US$ 346,2 milhões.

Os resultados refletem a complexa situação que a indústria florestal enfrenta atualmente, marcada por menores níveis de demanda internacional e uma queda sustentada nos montantes exportados durante os últimos meses.

A celulose continuou liderando amplamente os embarques florestais regionais, representando 62,1% do total exportado pelo setor, seguida pela madeira serrada e pelos painéis de fibra de madeira.

Celulose lidera as exportações, mas registra a maior queda

A fabricação de celulose, papel e papelão foi a atividade econômica com maior incidência na diminuição das exportações florestais do Biobío.

Durante abril, este segmento exportou US$ 138,6 milhões, registrando uma baixa de 24,9% em comparação com igual período de 2025. Em termos absolutos, a redução alcançou US$ 46 milhões.

Por sua vez, as atividades florestais associadas a produtos de madeira exportaram US$ 74,6 milhões, experimentando uma diminuição de 14,4% em relação ao ano anterior.

Entre os principais produtos exportados destacou-se a celulose, com vendas de US$ 132,6 milhões. No entanto, este produto mostrou uma queda interanual de 26,1%, equivalente a US$ 46,8 milhões a menos do que em abril de 2025.

A madeira serrada ocupou o segundo lugar com exportações de US$ 29,4 milhões, registrando um descenso de 23,1%. Seguiram-se os painéis de fibra de madeira com US$ 13,9 milhões (-19%), a madeira compensada com US$ 11,9 milhões (-4,1%) e os perfis e molduras de madeira com US$ 8,9 milhões (-12%).

Em conjunto, estes cinco produtos representaram mais de 92% de todas as exportações florestais regionais durante o período analisado.

China continua sendo o principal mercado para o setor florestal regional

A China manteve sua posição como o principal destino das exportações florestais do Biobío, concentrando 47,8% dos embarques do setor.

Durante abril, as exportações para o gigante asiático alcançaram US$ 102,1 milhões, embora tenham registrado uma diminuição de 12,2% em comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Os Estados Unidos se posicionaram como o segundo mercado mais relevante, com compras de US$ 38,1 milhões, valor que representou uma queda de 25%.

Mais atrás posicionaram-se México, Peru e Guatemala, que em conjunto completaram o grupo dos cinco principais destinos dos produtos florestais regionais.

Enquanto o México mostrou uma leve baixa de 5,6%, Peru e Guatemala destacaram-se por aumentar suas importações de produtos florestais provenientes do Biobío. O Peru registrou um crescimento de 25%, alcançando US$ 7,4 milhões, enquanto a Guatemala incrementou suas compras em 13,4%, totalizando US$ 6,5 milhões.

Os cinco principais mercados concentraram 76,7% das exportações florestais regionais durante abril.

Os resultados de abril confirmam uma tendência de contração que tem afetado as exportações florestais durante grande parte do último ano. Entre janeiro e abril de 2026, os embarques acumulados alcançaram US$ 902,1 milhões, o que representa uma diminuição de 14,3% em relação ao mesmo período de 2025.

Apesar deste cenário, o setor florestal continua sendo uma das atividades econômicas mais relevantes para a região, tanto por sua contribuição às exportações quanto por seu impacto no emprego, na atividade industrial e no desenvolvimento dos territórios vinculados à cadeia florestal.

O comportamento dos mercados internacionais, particularmente da China e dos Estados Unidos, continuará sendo um fator determinante para a recuperação das exportações regionais durante os próximos meses.

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