As vítimas da violência rural na Macrozona Sul afirmaram estar abandonadas depois que o presidente José Antonio Kast não mencionou a lei de reparação em sua primeira Prestação de Contas. Afirmaram que o governo tinha um compromisso que ainda não cumpre.
Em sua primeira Prestação de Contas, o mandatário falou de segurança em La Araucanía e anunciou uma modificação na Lei Indígena para que as terras possam ser arrendadas e hipotecadas, mas não disse nada sobre as vítimas de atentados, em particular sobre uma eventual reparação.
O presidente da Associação de Vítimas de Violência Rural, Alejo Aprais, indicou que a falta de pronunciamento sobre o assunto lhes confirma que "as vítimas do terrorismo em La Araucanía somos invisíveis para todos os governos".
"Acreditávamos e estávamos esperançosos de que o presidente da república informasse sobre os avanços que a lei de reparação teve", indicou. Mas isso não aconteceu.
Modificação na Lei Indígena
Sobre o anúncio de reforma da Lei Indígena, o presidente da Associação de Agricultores de Malleco, Sebastián Naveilán, se manifestou, indicando que é o caminho correto. Em sua opinião, essa legislação "só trouxe pobreza e separação ao mundo rural".
Opinião completamente oposta foi expressa por representantes de comunidades mapuche. Eles consideram que o governo responde aos interesses de grupos econômicos que querem ficar com as terras.
Danko Marimán, do Trawun de comunidades de Temuco, destacou que a reforma proposta pelo governo é a maneira que eles têm de continuar com o despojo e afetar a cultura mapuche. "É uma nova tentativa de implementar políticas assimilacionistas, negacionistas, que negam os direitos do povo mapuche", reforçou.
Enquanto as vítimas esperam que o governo cumpra seus compromissos e compense os afetados por atentados, as comunidades mapuche se declararam em alerta e anunciaram que rejeitarão a proposta de modificar a lei indígena.
Fonte:BiobioChile
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