Foi na segunda versão do Summit Chile Impacta que o presidente regional da Corma, Alejandro Casagrande, abordou a crise que o setor florestal enfrentou nos últimos meses. O diagnóstico, garantiu, está claro e agora o desafio é focar nas soluções.

"A região tem que resolver o problema de segurança para que o investimento volte. Nós colocamos o foco nisso. Se formos capazes de resolver as questões de segurança, o setor florestal está 100% disponível para voltar a investir naqueles territórios onde hoje existem esses problemas e, com isso, retomar o crescimento que tanto o setor precisa", afirmou.

Casagrande acrescentou que, como associação, o foco está em avançar em direção a medidas concretas. "Todos temos claro o norte e hoje estamos focados em quais são as soluções", sustentou.

Da Arauco também se referiram ao cenário que a indústria enfrenta. O gerente de Patrimônio e Sustentabilidade, Juan Anzieta, reconheceu que a empresa atravessa um período complexo, embora tenha destacado a importância de manter uma visão de longo prazo.

"Hoje estamos passando por um período bastante baixo em termos de preços internacionais e do cenário global. No entanto, nossa empresa trabalha com uma visão de longo prazo. Os ativos biológicos exigem décadas para se desenvolver: um eucalipto demora cerca de 12 anos para crescer e um pinheiro cerca de 20 anos. Por isso, nossa perspectiva está sempre voltada para o futuro e olhamos com otimismo para o que vem", explicou.

Anzieta reconheceu que o setor enfrenta um momento de aperto, mas expressou confiança em sua recuperação. "É verdade que estamos passando por um período difícil; no entanto, estamos muito confiantes de que isso vai avançar e que tanto a empresa quanto o setor florestal chileno têm a capacidade de se projetar para o futuro", sinalizou.

Entre as medidas que a Corma impulsiona para enfrentar a crise destaca-se o aumento da massa florestal por meio do plantio de novas florestas. A isso se soma a necessidade de reforçar a prevenção e o combate aos incêndios florestais, um dos fatores que mais afeta o desenvolvimento da atividade e que a associação considera prioritário erradicar.

Fonte:Canal 9

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