O setor florestal da Região do Biobío registrou uma queda significativa em suas exportações durante maio de 2026, consolidando uma tendência negativa que também afeta o desempenho exportador regional. Segundo o último boletim do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), os embarques florestais atingiram US$ 67,8 milhões, valor que representa uma diminuição interanual de 20,1% e perdas de US$ 17,1 milhões em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Apesar do retrocesso, o setor continua sendo um dos principais motores econômicos do Biobío. O setor florestal concentrou 21,2% do total das exportações regionais e se posicionou como a terceira atividade com maiores retornos, atrás da fabricação de celulose, papel e cartão e do setor de alimentos.
A queda do setor florestal foi um dos fatores que influenciaram a diminuição das exportações regionais, que totalizaram US$ 320,1 milhões em maio, 16,1% a menos que no mesmo período de 2025. O setor industrial, que representa 96,6% dos embarques ao exterior do Biobío, foi o principal responsável pelo declínio, afetado pelas baixas registradas em alimentos, produtos florestais e derivados de petróleo.
Madeira serrada registra a maior baixa
Entre os produtos florestais, a madeira serrada apresentou um dos retrocessos mais acentuados. Durante maio de 2026, exportou US$ 26,3 milhões, o que representa uma diminuição de 35,5% em comparação com o mesmo mês do ano passado, equivalente a US$ 14,5 milhões a menos. Este produto concentrou 8,2% do total exportado pela região.
Da mesma forma, outros produtos elaborados em madeira também registraram quedas:
- Painel de fibra de madeira: US$ 11,2 milhões (-26,8%).
- Madeira compensada: US$ 10,2 milhões (-19,7%).
- Perfis e molduras de madeira: US$ 5,9 milhões (-30,0%).
No entanto, alguns produtos mostraram resultados positivos. As exportações de portas de madeira cresceram 13,5%, alcançando US$ 5,2 milhões, enquanto os painéis de partículas aumentaram 10,3%, totalizando US$ 3,1 milhões. Além disso, as madeiras em bruto não coníferas registraram embarques de US$ 4,9 milhões, produto que não havia apresentado exportações em maio de 2025.
A celulose continua liderando as exportações regionais
Apesar do cenário de contração, a celulose continua sendo o principal produto de exportação do Biobío. Em maio, acumulou retornos de US$ 130,1 milhões, equivalentes a 40,6% do total regional exportado. No entanto, o valor representa uma queda de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Em nível de atividade econômica, a fabricação de celulose, papel e cartão alcançou exportações de US$ 135,9 milhões, concentrando 42,4% das exportações regionais e consolidando-se como o principal setor exportador do Biobío.
China continua como principal mercado
O principal destino das exportações regionais continua sendo a Ásia, que concentrou 45,2% dos embarques do Biobío. A China liderou a demanda internacional com compras de US$ 90 milhões, equivalentes a 28,1% do total exportado pela região, seguida pelos Estados Unidos e Coreia do Sul.
Os dados do INE refletem que, embora o setor florestal continue sendo um dos pilares da economia regional, enfrenta um cenário de desaceleração nos mercados internacionais, particularmente em produtos de madeira com maior nível de elaboração, o que impacta diretamente no desempenho exportador do Biobío durante o presente ano.
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