Não apenas o Governo levantou a voz sobre a decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 12,5% aos produtos chilenos. Do Executivo, o chanceler Francisco Pérez Mackenna assegurou que o Executivo está "cuidando de resolver este problema", enquanto o ministro da Defesa, Fernando Barros, classificou o aumento tarifário como "injusto e gera dúvidas na proximidade e confiabilidade da relação".

Por sua vez, o ministro da Agricultura, Jaime Campos, descartou o argumento do trabalho forçado e afirmou que é uma "mentira que inventaram para nos impor esta medida tarifária".

A essas vozes se somou o setor agrícola, através da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), que manifestou sua preocupação e endureceu sua postura frente à medida, advertindo que o impacto econômico poderia chegar a até US$ 400 milhões apenas nas exportações de fruta fresca.

Através de uma declaração, a SNA questionou o tributo imposto por Washington e ressaltou que contradiz o Tratado de Livre Comércio vigente entre ambos os países.

O setor sustentou que a medida afeta a competitividade do setor e pediu para restabelecer o quanto antes a tarifa zero para as exportações agrícolas chilenas. "Manifestamos nossa rejeição à tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos a produtos chilenos. O Chile tem um tratado de livre comércio plenamente vigente com esse país e os tratados devem ser respeitados", afirmou o presidente da SNA, Antonio Walker.

O dirigente acrescentou que "acreditamos que a medida é injusta: os produtos dos Estados Unidos entram no Chile sem pagar tarifa, enquanto os produtos chilenos deverão pagá-la em seu segundo parceiro comercial".

Nessa linha, advertiu que "isso reduz a competitividade da nossa agricultura e atinge diretamente a rentabilidade dos agricultores".

Walker também apresentou números sobre o eventual efeito econômico da medida. "Segundo estimativas preliminares do setor, o impacto apenas na fruta fresca de exportação alcançaria entre US$ 300 e US$ 400 milhões", afirmou. Da mesma forma, expressou sua confiança de que as conversas entre ambos os governos permitam reverter a decisão.

"Esperamos que a negociação entre Chile e Estados Unidos chegue a bom termo. Precisamos com urgência voltar à tarifa zero para a agricultura chilena".

Fonte:Emol.com


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