Desde o sindicato dos contratantes florestais, acusam uma crise no setor que resultou no fechamento de obras, empresas contratantes e múltiplas demissões.
O gerente da Associação de Contratantes Florestais, René Muñoz, destacou que nesta crise convergem vários elementos que o setor alertou às autoridades políticas, sem que até agora exista um pronunciamento e medidas concretas para incentivar uma reativação.
Violência no setor seria fator de peso
O representante sindical acrescentou que a violência da qual foram vítimas também impactou em menos investimento e, portanto, menos trabalho, principalmente nas regiões de Bío Bío e La Araucanía.
Segundo Muñoz, os atos de violência, incêndios florestais e outros fatores "se refletem hoje na crise que o setor florestal está enfrentando, muitas empresas contratantes estão fechando, a força de trabalho está diminuindo", disse.
O dirigente indicou que, de forma sustentada, todos os anos a reflorestação vem diminuindo e, nesse cenário, é muito complexo projetar o desenvolvimento desse setor produtivo. Hoje, os hectares que a indústria planta são mínimos em comparação com o que ocorria há 20 anos.
"Há 15 anos que não se florestam os terrenos em função do que se fazia antes; plantavam-se 40 mil hectares em média na década de 2000-2010, hoje se plantam 1.500 hectares", destacou.
"Com esse nível de florestação, não há garantia de um patrimônio que permita a entrada de indústrias", acrescentou.
A Associação de Contratantes Florestais indicou que é urgente que sejam adotadas medidas que incentivem o investimento, caso contrário, haverá mais fechamento de empresas e a crise de empregabilidade será mais complexa.
Fonte:BiobioChile
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