Nos primeiros sete meses de 2026, as exportações da Região de Ñuble alcançaram US$ 971 milhões, o que representa um crescimento de 38,8% em comparação com o mesmo período de 2025, segundo informou a ProChile, com dados da Direção de Alfândegas.

De acordo com o diretor da ProChile Ñuble, Matías Mandiola, "esses envios mostram uma tendência ascendente tanto pelo setor florestal, que soma US$ 532 milhões no período e um aumento de 33,2%, quanto pelo setor agropecuário, com envios de US$ 420 milhões e um crescimento de 45,9%".

Em detalhe, os principais setores exportados foram: celulose (US$ 336,4 milhões), que registrou um crescimento de 63,1% em relação a 2025; e fruta processada, principalmente congelada (US$ 217,4 milhões), que aumentou 84,7%.

Também se destacaram: madeira elaborada (US$ 110,5 milhões), fruta fresca (US$ 85,6 milhões), madeira serrada (US$ 83,0 milhões), sementes para plantio (US$ 28,5 milhões), hortaliças processadas (US$ 19,7 milhões) e cereais (US$ 8,7 milhões).

Destinos

A China foi o principal destino dos envios de Ñuble durante os primeiros sete meses do ano, concentrando 36% do total. Os embarques para o gigante asiático somaram US$ 347 milhões e experimentaram um crescimento de 78,7% em comparação com janeiro-julho do ano passado, o que foi influenciado pela recuperação dos envios de celulose, após um ano de quedas.

Em seguida, vêm os Estados Unidos, com US$ 256 milhões (27% do total) e um crescimento de 10,2%. Mais atrás aparecem Canadá, com US$ 35 milhões e um aumento de 50,1%; Japão, com US$ 34 milhões e uma variação de 24,5%; e Austrália, com US$ 31 milhões e um aumento de 38,8%.

Em relação à China, Mandiola observou que "este não é um fenômeno novo: na última década, China e Estados Unidos se consolidaram como os principais parceiros comerciais não apenas de Ñuble, mas do Chile em geral, para produtos não cobre e não lítio".

"Se olharmos em detalhe os envios de Ñuble para a China - continuou o profissional -, observamos que 89,2% correspondem a celulose e 3,6% a madeira serrada. Mais abaixo aparecem as cerejas frescas com 3,5%, as farinhas e amidos com 1,2% e as demais frutas congeladas, com outros 0,9%".

O desafio da diversificação

O diretor regional da ProChile descartou que o crescimento da China represente um retrocesso nos esforços para diversificar os destinos.

"Durante este ano, da Região de Ñuble, 166 empresas exportaram um total de 168 produtos distintos para 75 mercados. Isso fala de um setor exportador extremamente diversificado, mas também do desafio de aumentar a participação em outros mercados e de outros produtos, que é a tarefa que a ProChile desenvolve por meio da promoção da exportação de bens e serviços, especialmente das PMEs", sentenciou Mandiola.

Nessa linha, destacou que a estratégia de promoção da ProChile está orientada especificamente para diversificar mercados, "para o que contamos com o apoio do Governo Regional".

Precisou que "isso nos permitiu durante este ano estar presentes na Colômbia, com empresas do setor da música; no Brasil, com produtores de vinhos do Vale do Itata; no Marrocos, com empresas do setor agropecuário; o que continuará nos próximos meses, com a participação em feiras internacionais, rodadas de negócios, encontros empresariais e missões comerciais que se desenvolverão no México, Peru, Espanha e Estados Unidos".

Fonte:La Discusión


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