Devido ao fato de que as atuais condições climáticas, associadas ao fenômeno El Niño, gerarão o cenário perfeito para o desenvolvimento da peste negra, doença bacteriana que afeta as nogueiras, e que pode prejudicar fortemente a produção durante esta temporada, desde a Região de O’Higgins ao sul do nosso país, a Chilenut formou um comitê técnico para avançar em uma estratégia integral de prevenção e manejo desse problema, e dele participará o acadêmico do Departamento de Produção Vegetal da Faculdade de Agronomia da Universidade de Concepción, Ernesto Moya Elizondo.

Devido ao fato de que a bactéria Xanthomonas arboricola pv. juglandis é a que causa os estragos nas nogueiras que começarão a brotar na próxima primavera, provocando folhas murchas e queda dos frutos, gerando grandes perdas econômicas para a indústria, o especialista destacou que “uma das maiores dificuldades é que, quando aparecem as manchas ou começa a queda dos frutos, a infecção ocorreu dias ou até semanas antes. A bactéria pode passar o inverno protegida nos botões e se reativar com a brotação, portanto o manejo deve começar antes que os sintomas sejam visíveis”, explicou o fitopatologista.

Através da formação deste comitê, busca-se articular a experiência de produtores e consultores com as capacidades de universidades e centros de pesquisa. O objetivo será identificar as principais lacunas, definir prioridades e formular projetos que permitam financiar ensaios em campo, novas ferramentas de diagnóstico e alternativas de manejo. Nesse sentido, o especialista destacou a importância desse trabalho colaborativo.

“Somente a colaboração entre os diferentes atores da indústria da nogueira, que inclui também o mundo acadêmico, ajudará a gerar as pesquisas necessárias para desenvolver estratégias que permitam mitigar o efeito de doenças recorrentes, como a peste negra da nogueira, na zona centro-sul e sul, sob um esquema de sustentabilidade diante de um cenário de mudança climática”, pontuou o pesquisador.

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