Um novo avanço no desenvolvimento de sua plataforma produtiva e logística no Brasil foi concretizado pela CMPC após formalizar a cessão de um terreno fiscal de aproximadamente 412.500 metros quadrados no Porto de Rio Grande, no estado do Rio Grande do Sul.

O espaço será destinado à construção do Terminal Rio Grande do Sul S.A., um Terminal de Uso Privado (TUP) que permitirá fortalecer a infraestrutura associada ao transporte e exportação de celulose produzida pela companhia no Brasil.

A iniciativa contempla um investimento de cerca de US$ 292 milhões e será desenvolvida pela CMPC junto à Neltume Ports por meio de uma empresa conjunta. A operação do terminal estará a cargo da Sagres.

O contrato de cessão terá uma vigência inicial de 25 anos, com a possibilidade de estendê-la por outros 25 anos.

A cerimônia de assinatura foi realizada no campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, em Viamão. O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, tinha prevista sua participação na atividade, mas finalmente não pôde comparecer devido às condições climáticas.

Infraestrutura para acompanhar o crescimento

O futuro terminal terá uma capacidade de movimentação de até 9 milhões de toneladas anuais, considerando tanto a descarga de barcaças quanto o carregamento de navios.

O projeto contempla dois berços de atracação para navios e outros dois destinados a barcaças. A isso soma-se um armazém coberto de 59.000 metros quadrados, com capacidade para armazenar até 220.000 toneladas de celulose.

A infraestrutura busca responder ao crescimento esperado das operações da CMPC no Rio Grande do Sul e reduzir a dependência de infraestrutura portuária pública para movimentar sua produção.

Atualmente, cerca de 90% das exportações de celulose da CMPC no estado, equivalentes a aproximadamente 1,85 milhão de toneladas anuais, são embarcadas através do Porto Público de Rio Grande.

A projeção da companhia aponta que seus volumes no Rio Grande do Sul alcancem aproximadamente 4,6 milhões de toneladas anuais até 2030, o que eleva a relevância estratégica de contar com infraestrutura portuária própria e de maior escala.

Parte do Projeto Natureza

O terminal faz parte da infraestrutura logística contemplada no denominado Projeto Natureza, um dos principais planos de expansão da CMPC no Brasil.

O projeto considera um investimento estimado em aproximadamente US$ 5.260 milhões e inclui a construção de uma nova planta de celulose em Barra do Ribeiro, além das instalações e sistemas necessários para transportar a produção até o Porto de Rio Grande e de lá para os mercados internacionais.

Nesse contexto, o novo terminal constitui um dos componentes destinados a conectar a produção industrial com as rotas de exportação.

“Este marco representa um novo avanço para a CMPC no Rio Grande do Sul e reflete nosso compromisso de longo prazo com o Brasil”, afirmou Augusto Robert, vice-presidente de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da CMPC.

O executivo destacou que a disponibilidade do terreno permitirá continuar avançando em uma infraestrutura logística projetada para acompanhar o crescimento das operações e a expansão futura da companhia.

Mais de 1.600 empregos entre construção e operação

Além de sua dimensão logística, a iniciativa terá um impacto em matéria de emprego durante suas distintas etapas.

Segundo as estimativas associadas ao projeto, a construção do terminal gerará aproximadamente 1.200 oportunidades de trabalho, enquanto sua entrada em funcionamento permitiria criar cerca de 450 postos de trabalho.

Para a prefeita de Rio Grande, Darlene Pereira, a chegada deste investimento representa uma oportunidade relevante para a economia local.

A autoridade destacou o volume de recursos comprometidos e o efeito que a iniciativa terá sobre o emprego e a atividade econômica da cidade e de seu entorno.

O superintendente de Patrimônio da União no Rio Grande do Sul, Emerson Rodrigues, também valorizou a utilização do terreno que anteriormente era ocupado pela empresa Queiroz Galvão e sustentou que o projeto abre novas perspectivas de desenvolvimento para a região.

Próxima etapa: licença de instalação

Com a cessão do terreno já formalizada, o projeto entra em uma nova fase administrativa. O terminal conta atualmente com Licença Prévia, mas ainda deverá obter a Licença de Instalação, autorização necessária antes do início das obras.

Dessa forma, a CMPC soma um novo avanço na configuração da infraestrutura que acompanhará sua expansão no Rio Grande do Sul.

O futuro terminal busca se tornar um componente estratégico da cadeia logística da celulose da companhia, aumentando a capacidade para receber produção, armazená-la e transferi-la de barcaças para navios de exportação.

A aposta também reforça o posicionamento do Porto de Rio Grande como um ponto relevante para a saída internacional de celulose e vincula diretamente a expansão industrial projetada pela CMPC no Brasil a uma plataforma logística projetada para operar em uma escala significativamente maior.

Compartilhar: