Um projeto de economia circular impulsionado pela Codelco Divisão Ventanas permitiu dar um novo uso a 700 quilos de madeira que se encontravam em desuso no Centro de Armazenamento Temporário de Resíduos Não Perigosos da operação.
Os materiais foram recuperados e transformados em infraestrutura para o manguezal Los Maitenes Campiche, na comuna de Puchuncaví, com o propósito de melhorar as condições de acesso e permanência de estudantes, organizações comunitárias e visitantes que comparecem ao local para desenvolver atividades de educação ambiental e observação de fauna.
A intervenção contemplou a instalação de seis bancos, seis corrimãos de proteção e dois contentores de resíduos, distribuídos em pontos estratégicos do manguezal.
O projeto também incorporou um componente de desenvolvimento local, já que a fabricação e montagem das estruturas ficou a cargo da SEPEVEN, empresa integrada por membros do Sindicato de Pescadores de Ventanas.
Desta forma, a iniciativa permitiu vincular a recuperação de resíduos industriais com fornecedores do território, convertendo madeira que havia perdido seu uso original em infraestrutura destinada a um espaço de valor ambiental para a comunidade.
Proteção do ecossistema
Além de proporcionar maior segurança e comodidade a quem visita o manguezal, as novas estruturas cumprem uma função de proteção do entorno. Os corrimãos permitem delimitar setores de circulação e contribuir para evitar a entrada de pessoas em áreas sensíveis, particularmente aquelas utilizadas por aves residentes e migratórias para sua alimentação, descanso e nidificação.
Da Codelco destacaram que a iniciativa se enquadra nos compromissos de sustentabilidade da Divisão Ventanas para 2026, particularmente em matéria de economia circular, valorização de resíduos e integração territorial.
A diretora de Ambiente e Território da Codelco Divisão Ventanas, María Teresa Cortés, valorizou o trabalho desenvolvido junto às organizações locais.
“Estamos muito contentes de ter desenvolvido esta iniciativa junto ao Sindicato de Pescadores de Ventanas, porque reflete nosso compromisso com a sustentabilidade e o desenvolvimento do território”.
A executiva acrescentou que a reutilização de madeira e a participação de fornecedores locais permitiram melhorar a infraestrutura do manguezal e facilitar que mais pessoas possam conhecer e valorizar sua biodiversidade e patrimônio ambiental.
O projeto reflete assim um modelo em que resíduos provenientes de uma operação industrial podem ser reincorporados a um novo ciclo de uso, gerando simultaneamente benefícios ambientais, sociais e econômicos para o território.
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