As exportações florestais do Biobío alcançaram US$207,7 milhões durante julho de 2026, cifra que representou 52% do total exportado pela região no período. No entanto, o resultado significou uma diminuição de 10,2% em relação a julho de 2025, de acordo com o Boletim de Exportações Florestais N°21 do Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

No total, as exportações regionais chegaram a US$399,4 milhões, dos quais US$207,7 milhões corresponderam ao setor florestal. A principal atividade econômica vinculada ao setor foi a fabricação de celulose, papel e papelão, que concentrou 63,5% das exportações florestais, com envios de US$131,8 milhões.

O comportamento dessa atividade incidiu de maneira importante na queda registrada durante o mês. Suas exportações diminuíram 11,7% interanual, equivalente a US$17,5 milhões menos que em julho de 2025.

Celulose concentra os envios

Por mercadorias, a celulose voltou a liderar amplamente as exportações florestais do Biobío. Durante julho registrou envios de US$126 milhões, equivalentes a 60,7% do total florestal, embora tenha anotado uma diminuição interanual de 12,2%.

Em segundo lugar ficou a madeira serrada, com US$20 milhões, mas experimentou uma queda de 49,8% frente ao mesmo mês do ano anterior. Em seguida vieram os painéis de fibra de madeira, com US$12,3 milhões; a madeira compensada, com US$11,1 milhões, e a madeira em lascas ou chips, com US$7,6 milhões.

Em conjunto, essas cinco mercadorias representaram US$177 milhões, equivalentes a 85,2% das exportações florestais regionais.

Um elemento positivo dentro desse cenário foi justamente o comportamento das exportações de madeira em lascas, cujo montante aumentou em US$7,6 milhões em relação a julho de 2025.

China segue liderando os mercados

Em matéria de destinos, a China se manteve como o principal mercado para os produtos florestais do Biobío, com compras de US$87,6 milhões, equivalentes a 42,2% do total exportado pelo setor.

Os Estados Unidos ocuparam o segundo lugar, com US$36,4 milhões e uma participação de 17,5%. Ambos os mercados registraram retrocessos em relação a julho de 2025: a China diminuiu suas compras em 10,9%, enquanto os Estados Unidos o fizeram em 18,8%.

O comportamento foi diferente em outros mercados asiáticos. As exportações para a Coreia do Sul alcançaram US$15 milhões, com um crescimento interanual de 35,5%. O Japão, por sua vez, recebeu produtos florestais no valor de US$11,2 milhões, registrando um forte incremento de 112,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

China, Estados Unidos, Coreia do Sul, Japão e México concentraram em conjunto US$158,3 milhões, equivalentes a 76,2% das exportações florestais do Biobío durante julho.

Um cenário ainda contracionista

O resultado de julho se insere em uma trajetória de menores montantes exportados em relação ao ano anterior. Entre janeiro e julho de 2026, as exportações florestais acumuladas alcançaram US$1.526,7 milhões, cifra que representa uma variação acumulada negativa de 11,1%.

O boletim do INE adverte ainda que as cifras incorporam revisões estatísticas realizadas no âmbito do Projeto Cesta Regional, destinadas a fortalecer a consistência territorial das exportações.

Os dados confirmam assim o peso estrutural da atividade florestal no comércio exterior do Biobío, ao mesmo tempo que mostram um cenário de contração em vários de seus principais produtos e mercados durante julho de 2026.

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