O gerente da Associação de Contratistas Florestais, René Muñoz Klock, destacou que a entrada em vigor da lei que tipifica o roubo de madeira, há mais de um ano, causou uma diminuição desse crime em mais de 80% e dos atentados em 64%.


A normativa começou a vigorar em 27 de setembro de 2022, quando foi publicada no Diário Oficial a Lei nº 21.488, que modifica o Código Penal e o Código de Processo Penal, para tipificar o crime de subtração de madeira e outros relacionados, além de permitir o uso de técnicas especiais de investigação para sua persecução.


Entre outras medidas, a lei aumenta as penas, obriga os motoristas a portar guias eletrônicas, permite o confisco de máquinas e caminhões utilizados para transportar madeira roubada, além de autorizar a implementação de técnicas especiais de investigação.


Nesse contexto, René Muñoz valorizou que a normativa "demonstrou bons resultados, e as cifras comprovam. Finalmente, mostra-se que há vontade política de combater o roubo de madeira por parte do Estado, alcançando-se os resultados esperados".


De acordo com o dirigente, com base em dados fornecidos pela Corporação Chilena da Madeira (Corma), "de 2021 até hoje, houve uma diminuição de 84% a 85% nesses crimes. Em 2021, falava-se em 100 milhões de dólares, e hoje reduzimos para 20 milhões".


Em sua opinião, a evolução do crime mostrou "uma diminuição notável. Havia uma relação direta entre roubo de madeira e atividades criminosas, como narcotráfico, tráfico de armas e atentados contra contratistas florestais".


Segundo René Muñoz Klock, os dados coincidem com a análise das cifras próprias do ocorrido em 2023: "Por exemplo, houve uma diminuição de 64% nos atentados, em geral na Macrozona Sul. Se observarmos os detalhes em Arauco e Biobío, houve uma queda de 84%, o que confirma".


Consequentemente, acrescentou, "não é uma coincidência, mas sim uma relação direta entre o roubo de madeira e os atentados contra contratistas florestais".


Para o dirigente, "o resultado é notável e deve ser destacado. Objetivamente, os resultados devem ser analisados à luz do que acontece, e é isso".


Por isso, o representante dos contratistas florestais afirmou que esse cenário deve ser mantido: "Os resultados são bons e esperamos que continuem, porque nosso objetivo é a normalização". Dessa forma, assegurou que "será possível evitar viver eternamente mergulhado em um nível de violência e crimes que paralisa tudo. Sem segurança, não há atividade produtiva na região, então queremos que as leis continuem sendo aplicadas".

DIMINUIÇÃO DE CRIMES POR LEGISLAÇÃO

O representante adiantou que "com a incorporação da Lei de Usurpações, que é o início do crime de roubo de madeira e dos atentados, também haverá um efeito positivo".


"Para nós, foi um ano com bons resultados e, nesse sentido, acreditamos que o Governo agiu bem", disse, referindo-se à normativa que persegue e pune o roubo de madeira em nível nacional, entre outras leis que visam acabar com outros crimes perpetrados no setor rural.

Fonte:www.latribuna.cl

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