Senhor Diretor:
A avaliação que a ministra do Meio Ambiente, Maisa Rojas, realizou no DF sobre sua gestão revela uma omissão crítica na ambição climática do Chile: a exclusão do setor florestal como a principal ferramenta de mitigação de que dispomos.
Apesar de a Lei Marco de Mudança Climática (LMCC) exigir a neutralidade de carbono até 2050, o setor florestal —nossa principal reserva natural de carbono— não é valorizado como corresponde, mas sim visto com desconfiança e não como estratégia. A ministra exclui de seu próspero balanço o mundo da madeira. Durante décadas, o setor florestal foi o pilar silencioso da ação climática chilena. Nossos bosques —plantados e nativos— capturam carbono em uma escala que nenhum outro setor pode igualar. Somos responsáveis por praticamente toda a captura líquida de carbono do país. Não existe tecnologia, imposto verde nem fundo climático capaz de substituir essa contribuição no curto nem no médio prazo.
É imperativo que o ministério reconheça explicitamente o setor florestal e o reflorestamento sustentável como uma solução estrutural para a redução da pegada de carbono nacional. Esses objetivos não serão alcançáveis se nosso capital natural terrestre ficar fora da equação.
MICHEL ESQUERRÉ PRESIDENTE NACIONAL DA PYMEMAD
RENÉ MUÑOZ GERENTE DA ASSOCIAÇÃO DE CONTRATISTAS FLORESTAIS AG
Fonte: Diario Financiero
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