Com expectativas e cautela reagiram os sindicatos florestais frente ao início do governo do presidente José Antonio Kast, particularmente em relação às medidas que serão adotadas para enfrentar a violência na macrorregião sul.

O gerente da Associação de Contratantes Florestais, René Muñoz, disse ao BiobioChile que o setor espera que o novo mandatário cumpra o compromisso de campanha de enfrentar diretamente os grupos violentos que atuam na região.

Muñoz indicou que os contratantes florestais têm sido um dos setores mais afetados pelos ataques na macrorregião sul, por isso insistiu na necessidade de uma ação decidida do Estado.

"De acordo com a proposta do presidente, o enfrentamento será frontal, e isso finalmente é o que estamos pedindo. Os contratantes florestais já estamos nisso há muito tempo e acreditamos que, primeiro, pelo que nos acontece, e segundo, exigimos do Estado vontade política para enfrentar o problema", afirmou ao referido meio.

Corma: mandato presidencial é resolver a segurança

Da Corporação Chilena da Madeira (Corma) também manifestaram suas expectativas frente às novas autoridades. O presidente do sindicato para as regiões de La Araucanía, Los Ríos e Los Lagos, Antonio Soto, indicou que antes da posse das novas autoridades realizaram reuniões para apresentar suas preocupações em matéria de segurança.

Nesse contexto, mencionou o diálogo mantido com o subsecretário de Segurança, Andrés Yuanet, a quem qualificou como uma pessoa que conhece a realidade da região.

"Andrés Jouannet é uma pessoa conhecida, conhece muito bem a região e já ocupou alguns cargos como autoridade. Ele tem muito claro o que deve ser feito e o compromisso que têm por mandato presidencial de poder solucionar a questão da segurança na região", disse Soto.

Expectativa por nomeações regionais

Por enquanto, o governo do presidente Kast ainda não divulgou os nomes dos novos secretários regionais ministeriais (seremis), entre eles o encarregado da pasta de Segurança na região.

Ainda assim, os sindicatos indicaram que não há maior preocupação com os atrasos nas designações e esperam que o Executivo anuncie as nomeações em curto prazo para começar a trabalhar nas medidas destinadas a enfrentar a violência na macrorregião sul.

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