O setor florestal da Região de Ñuble experimentou uma queda interanual de 48,1% nas suas exportações, de acordo com o último informe do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) correspondente a dezembro de 2025. Este declínio levou o setor a contribuir com 25,9% do total das exportações regionais, somando US$ 21,4 milhões, um valor significativamente menor em comparação com o mesmo período do ano anterior.

A indústria florestal, que tem sido tradicionalmente um dos motores econômicos de Ñuble, enfrenta uma desaceleração que impactou sua participação na matriz exportadora da região. O informe do INE destaca uma incidência negativa particularmente na fabricação de celulose, papel e cartão.

Enquanto o setor Indústria domina com 67,2% do total exportado na região, e o setor Silvoagropecuário representa 32,4%, a queda do setor florestal é um sinal de alerta para sua evolução nos próximos meses. Este cenário se apresenta como um desafio para o desempenho exportador de Ñuble durante o primeiro trimestre de 2026.

Alejandro Casagrande, presidente regional da Corma Bío Bío e Ñuble, comentou ao Crónica Chillán que, apesar da diminuição, o setor florestal nacional continua sendo um dos principais rubros exportadores do país, com US$ 486,8 milhões FOB. Embora se registre uma baixa de 15% em comparação com janeiro de 2025, observa-se um crescimento de 6% em relação ao mês anterior, o que poderia indicar uma leve recuperação.

A situação atual do setor florestal em Ñuble é um reflexo dos desafios que enfrenta a economia regional e nacional, e sua capacidade de adaptação e recuperação será determinante para o futuro econômico da região.

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