Uma queixa por atentado contra material ferroviário e roubo com força foi apresentada pela empresa Transap -Transporte Ferroviário Andrés Pirazzoli S.A-, após cortes no sistema de freios e subtração de madeira em Lota, região de Bío Bío.
Da Associação de Contratantes Florestais esperam que o atual Governo não relaxe as medidas, ainda mais quando o fenômeno criminoso afeta o transporte de carga fora da Macrozona Sul.
A ação legal foi apresentada pela empresa ferroviária Transap S.A por fatos registrados em Lota, onde delinquentes intervieram no sistema de freios do comboio, além de subtrair madeira dos vagões.
Segundo a queixa, já acolhida para trâmite e cujos antecedentes foram remetidos ao Ministério Público, relata que no passado 7 de abril, e enquanto o trem composto por 24 vagões florestais carregados com madeira se deslocava pelo setor Bannen, “um grupo de indivíduos executou atos deliberados de sabotagem, consistentes na ruptura de uma mangueira de ar do sistema de freios do vagão, assim como no fechamento da válvula angular do freio”.
Produto do anterior, “se ativou o sistema de freio de emergência, provocando a detenção imediata do trem em plena via férrea”, onde “aproveitando a detenção forçada do comboio, oito indivíduos abordaram os vagões e subtraíram diversos toros de madeira, para transportá-los e ingressá-los em um imóvel localizado no mesmo setor”, complementa a ação legal.
Mas não se trata do único fato, já que no 9 de abril, ocorreu um ilícito similar no mesmo setor.
O gerente da Associação de Contratantes Florestais, René Muñoz, assinalou que a queixa vai na linha correta e que corresponde a uma variante do roubo da madeira fora da chamada Macrozona Sul, já que afeta os interesses da indústria em seu conjunto. "Quando se enfrenta um problema como o roubo de madeira, que leva anos afetando o setor, é necessário abordá-lo de maneira integral. Este delito não só ocorre na floresta, mas também se estende ao transporte, por isso ambas as dimensões estão estreitamente relacionadas.
Por isso, é fundamental utilizar todas as ferramentas disponíveis, tanto por parte dos privados que transportam a madeira como do Estado, para identificar os responsáveis, detê-los e levá-los perante a justiça. Não se pode separar a produção florestal do transporte: tudo faz parte de uma mesma cadeia e deve ser enfrentado de maneira coordenada", afirmou.
Por sua vez, o dirigente acrescentou que "um delito deve ser enfrentado a fundo, seja na floresta, durante o transporte ou onde ocorra.
Temos altas expectativas, porque assim foi proposto durante a campanha. Hoje, já no governo, o primeiro que queremos conhecer são as medidas concretas. Tem-se falado em ajustar ou reduzir o estado de emergência com o tempo, mas a pergunta é clara: qual é a alternativa? O que se propõe para enfrentar este problema de maneira efetiva?".
A empresa busca que o Ministério Público investigue ambos os episódios, acusando desde a Transap os delitos de Atentado contra o material rodante ferroviário, roubo com força, furto e receptação.
Fonte:BiobioChile
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