Um cenário complexo enfrenta o setor florestal chileno no início de 2026, após fechar 2025 com uma contração anual de 7% em suas exportações. De acordo com dados do Instituto Florestal (Infor), a tendência de baixa não apenas se mantém, mas mostra sinais pouco animadores nos primeiros meses do ano.
Segundo o relatório, entre janeiro e fevereiro de 2026, as exportações florestais não conseguiram replicar o desempenho do mesmo período do ano anterior, quando foi alcançado um recorde de US$ 1.064,7 milhões. Nesta ocasião, a maioria dos produtos apresentou quedas, tanto em valor quanto em volume.
Entre as poucas exceções, destacam-se a polpa têxtil de eucalipto, que registrou um aumento de 71,6%, e os painéis MDF de pinus radiata, com um incremento de 26,9% em seu valor exportado.
O principal fator por trás desse retrocesso é a diminuição generalizada nos preços internacionais dos produtos florestais, somada a uma queda nos volumes enviados. Essa situação responde, em parte, a uma menor demanda global e a dificuldades logísticas no transporte marítimo.
A isso se somam fatores geopolíticos que geram incerteza nos mercados. Diversos economistas alertam que o conflito entre Israel, Estados Unidos e Irã pode intensificar essas dificuldades, afetando ainda mais o comércio internacional.
Em perspectiva, os dados históricos mostram um comportamento flutuante na última década. Após um pico em 2018 e 2019, as exportações caíram significativamente em 2020, para depois se recuperarem parcialmente nos anos seguintes. No entanto, a queda registrada em 2025 e o fraco início de 2026 refletem um cenário desafiador para o setor.
O desempenho dos próximos meses será crucial para determinar se a indústria consegue se estabilizar ou se, pelo contrário, se consolida uma tendência de baixa em um dos setores mais relevantes das exportações chilenas.
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