A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira a continuidade do Estado de Exceção nas regiões de Biobío e La Araucanía, medida que agora deverá ser revisada pelo Senado.

Antes da votação, o ministro do Interior, Claudio Alvarado, informou sobre um projeto de reforma constitucional que busca ampliar as faculdades das Forças Armadas, permitindo-lhes realizar controles de identidade e detenções em casos de flagrante sem a presença de Carabineros.

O Executivo também anunciou a designação de um comando único da Defesa Nacional para as províncias de Biobío, Arauco, Malleco e Cautín, com o objetivo de melhorar a coordenação de recursos.

Da base governista, parlamentares como Tomás Kast (Evópoli) e Gloria Naveillán (Partido Nacional Libertário) valorizaram a iniciativa, destacando o fortalecimento das atribuições militares. Na oposição, por outro lado, surgiram críticas que classificaram as medidas como “repressivas”.

A proposta contempla ainda um desdobramento conjunto do Ministério de Obras Públicas e da Força Militar do Trabalho para intervir em estradas rurais sem manutenção desde 2018, e um plano de fortalecimento policial para robustecer as capacidades operacionais na macrorregião sul.

Com 112 votos a favor, 20 contra e 11 abstenções, o Governo obteve respaldo na Câmara, abrindo caminho para uma discussão chave no Senado sobre o alcance dessas medidas excepcionais.

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