Faltando quase 10 dias para o início do julgamento do atentado ao Moinho Grollmus, o ministro da Segurança, Martín Arrau, destacou nesta sexta-feira que "a violência terrorista não deve ficar impune".
No âmbito de sua visita a Contulmo – região de Bío Bío –, o secretário de Estado lembrou o ataque armado e incendiário ocorrido em 29 de agosto de 2022. Christian Rodrigo Cid Ferreira perdeu um olho, enquanto um membro da família Grollmus sofreu a amputação de uma de suas pernas. Um terceiro também sofreu ferimentos graves.
Vale mencionar que, por esta causa, há 21 pessoas detidas, duas delas menores de idade no momento dos fatos, que deverão enfrentar a justiça em breve. O ataque foi atribuído à organização radical Resistencia Mapuche Lafkenche (RML).
Através de sua conta no X, o ministro Arrau destacou: "No próximo dia 23 de junho, começará um julgamento transcendental para o Chile: 21 acusados deverão responder perante a justiça pelo ataque armado e pelo incêndio que destruiu o Moinho Grollmus e atingiu brutalmente sua família", afirmou em uma publicação.
"Que este caso chegue a julgamento é fruto de uma investigação extensa e persistente, liderada pelo Ministério Público e desenvolvida com o trabalho da PDI, Carabineros e da Armada", destacou.
"Hoje estivemos em Contulmo para expressar nosso apoio à família Grollmus e reafirmar a convicção de que isso é muito mais do que um conflito privado. É o Estado do Chile que deve agir unido, proteger aqueles que foram atacados e garantir que a justiça possa trabalhar sem ameaças ou pressões. Na Macrozona Sul, a violência terrorista não deve ficar impune", acrescentou.
Mais tarde, em outro tuíte, compartilhou um vídeo com declarações "do que era o moinho Grollmus, que foi queimado em um ataque terrorista bestial que durou muitos minutos de angústia para as pessoas que estavam aqui".
Do local, anunciou: "Lançamos nossa primeira força-tarefa, parte do nosso Plano Integral de Segurança Pública, nosso plano operacional".
Essa iniciativa, segundo detalhou, "consiste em agrupar múltiplos órgãos do Estado a serviço da segurança, a serviço das forças de ordem e segurança, a serviço do Ministério Público também".
Dessa forma, permitiria "coordenar, cooperar, compartilhar informações para que o Estado dê uma resposta integral em termos de segurança".
"É nosso compromisso, estamos aqui hoje e voltaremos a estar. Estaremos de forma constante através dessas forças-tarefa e hoje assinarei a resolução que constitui este primeiro compromisso com a Macrozona Sul", afirmou.
Fonte:BiobioChile
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