Em uma resolução que marca um marco na luta contra o roubo de madeira na Macrozona Sul, o tribunal condenou Rodrigo Campos Saballa a 300 dias de prisão menor em seu grau mínimo como autor do crime de receptação reiterada de madeira de origem ilícita. A sentença, proferida em 15 de junho passado, inclui ainda uma multa de 20 UTM e a inabilitação para exercer profissões titulares durante o período da condena. No entanto, o tribunal concedeu o benefício de remissão condicional da pena por um ano.
De acordo com os antecedentes apresentados pelo Ministério Público e pela Forestal Arauco, entre março de 2020 e outubro de 2021, Campos Saballa facilitou que a empresa Foraction Chili S.A. adquirisse madeira proveniente de uma organização criminosa liderada por Cristian Reyes Castro. Esta rede se dedicava a comercializar madeira subtraída de propriedades florestais da província de Arauco, utilizando como fachada a empresa Forestal Queule SpA.
A investigação revelou que, apesar dos avisos internos sobre irregularidades nas propriedades de origem, as operações continuaram sendo realizadas sem interrupção. O volume total de madeira envolvido alcançou mais de 121 mil metros cúbicos, valorizados em mais de $7.500 milhões, o que torna este caso um dos mais significativos dos últimos anos na região.
Esta condena se insere em uma investigação mais ampla desenvolvida pelo Ministério Público sobre uma rede dedicada ao roubo, transporte e comercialização ilegal de madeira na Macrozona Sul. As autoridades sinalizaram que este caso representa um avanço importante no combate ao crime organizado vinculado à exploração florestal ilegal, um flagelo que afeta tanto a economia legal quanto a segurança das comunidades rurais.
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