O Tribunal Oral Penal de Temuco emitiu um veredicto condenatório contra seis integrantes da denominada "célula Lautaro", entre eles Pelentaro Llaitul, após estabelecer sua responsabilidade em um ataque registrado em novembro de 2022 na Região de La Araucanía. A resolução os declara culpáveis por uma série de delitos vinculados ao atentado, incluindo incêndio, sequestro e roubo.
A investigação do Ministério Público comprovou que em 22 de novembro de 2022 os acusados entraram na fazenda San Luis, localizada no município de Lautaro, onde intimidaram os trabalhadores utilizando armamento de guerra e espingardas. Sob ameaças, mantiveram as vítimas retidas enquanto desenvolviam o ataque.
Durante a ação, foram incendiados três caminhões e uma escavadeira pertencentes ao terreno. Após o atentado, no local foi encontrada uma faixa com palavras de ordem reivindicatórias atribuídas à Coordenadoria Arauco-Malleco (CAM), antecedente que fez parte da investigação.
Junto a Pelentaro Llaitul, o tribunal também declarou culpáveis Luis Menares, Juan Mardones, Luis Fuenzalida e Jorge Caniupil pelos delitos de incêndio reiterado, sequestro simples e roubo.
Na mesma sentença, os juízes resolveram condenar Pelentaro Llaitul e Juan Mardones pelo delito de porte ilegal de armas de fogo, após as perícias realizadas no armamento apreendido permitirem comprovar sua participação. Em contrapartida, os demais acusados foram absolvidos dessa acusação específica por não existirem antecedentes suficientes para estabelecer sua responsabilidade individual.
O Ministério Público de La Araucanía solicitou uma pena total de 67 anos de prisão para Pelentaro Llaitul, considerando o conjunto de delitos pelos quais foi levado a julgamento.
Com este veredicto, o processo judicial entra em sua etapa final. O Tribunal Oral Penal de Temuco marcou para o próximo dia 13 de julho, às 13:00 horas, a audiência na qual dará a conhecer as penas que cada um dos condenados deverá cumprir. A sentença marcará o encerramento de um dos casos de maior impacto investigados nos últimos anos no contexto da violência rural na Macrozona Sul.
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