As exportações florestais chilenas totalizaram US$ 2.254,1 milhões entre janeiro e maio de 2026, uma queda de 15,4% anual, segundo dados do Instituto Florestal (Infor).

A entidade explicou que esse resultado "reflete um contexto internacional complexo para o setor, marcado por uma menor demanda e uma queda nos preços de alguns dos principais produtos, especialmente polpas, painéis e molduras de madeira".

O ministro da Agricultura, Jaime Campos, destacou que "estamos enfrentando um cenário internacional exigente, mas contamos com um setor que demonstrou capacidade de adaptação e uma importante contribuição para o desenvolvimento econômico e territorial do país. Nosso desafio é continuar impulsionando a inovação, a diversificação de mercados e o fortalecimento das pequenas e médias empresas florestais".

A China continuou sendo o principal destino dos envios florestais chilenos, concentrando US$ 932 milhões nos cinco primeiros meses de 2026, mas com uma redução de 6,1% anual. Em seguida, vieram os Estados Unidos, com compras de US$ 366,5 milhões, um retrocesso de quase 24% no mesmo período.

O diretor executivo do Infor, Gabriel Valenzuela, concordou ao afirmar que "observamos um cenário internacional desafiador, particularmente pela queda nos preços de produtos estratégicos".

Corma preocupada com tarifas nos EUA

Rodrigo O'Ryan, presidente da Corporação Chilena da Madeira (Corma), espera viajar esta semana aos Estados Unidos junto a outros sindicatos exportadores —liderados pela Sofofa—, onde espera defender o setor da aplicação de novas tarifas.

"A Corma viaja a Washington para deixar claro que o setor florestal chileno não deve ficar sujeito às tarifas por trabalho forçado da Seção 301. Não existe nenhuma constatação nem evidência de trabalho forçado em nossa indústria, que opera sob certificações internacionais reconhecidas". Acrescentou que "essas tarifas, além disso, prejudicam os próprios americanos: encarecem seus materiais de construção, afetam fundos de pensão com investimentos em florestas chilenas e castigam um parceiro estratégico com mais de dois séculos de relação comercial com os Estados Unidos. Viajamos com argumentos sólidos e espírito construtivo, esperando que nosso parceiro nos ouça e mantenha as condições do tratado de livre comércio vigente".

Fonte:El Mercurio

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