A primeira visita a campo na região do Biobío, do ministro da Agricultura, Jaime Campos, junto ao diretor executivo do INFOR, Gabriel Valenzuela, foi realizada em Yumbel e também foi liderada pelo prefeito José Aurelio Sáez, além dos sindicatos que integram a Rede Futuro Madeira.
Na ocasião, Víctor Sandoval, em representação da Rede Futuro Madeira, fez uma apresentação com propostas concretas para reativar o setor, articulada em seis pilares prioritários: Fomento Florestal, Segurança no território, Reativação das PMEs, Impulso à Construção em Madeira, desenvolvimento da Biomassa e manejo sustentável da Floresta Nativa.
Da mesma forma, de forma complementar a este roteiro, a rede de sindicatos entregou oficialmente ao secretário de Estado um documento técnico com propostas específicas para o futuro Projeto de Lei de Fomento Florestal que o Executivo impulsionará.
Alejandro Casagrande, representante da Futuro Madeira e Presidente Regional da Corma Ñuble Biobío, classificou a ocasião como "valiosa" e destacou a presença da autoridade na região.
"Valorizamos muito que o ministro tenha vindo ao Biobío, à capital florestal do país; o trabalho colaborativo público-privado é o caminho e valorizamos a visão do ministro. É fundamental resolver primeiro a questão da segurança na área rural, especialmente na província de Arauco. Segundo, aprovar uma Lei de Fomento tanto para as plantações quanto para a Floresta Nativa. Terceiro, uma Lei de Incêndios robusta, que tenha foco na prevenção e na propagação de incêndios. E, por último, acreditamos que é importante – e o ministro acolheu isso – conectar o desafio que o país tem com a construção de 400.000 moradias sociais nos próximos quatro anos, com a complexidade do fechamento das pequenas e médias empresas madeireiras. Se conseguirmos essa combinação, podemos resolver ambos os temas", enfatizou Casagrande.
Por sua vez, Víctor Sandoval, Presidente da Pymemad Biobío Ñuble, aprofundou o valor dos seis pilares expostos e a urgência dos anúncios ministeriais para o mundo das PMEs: "Apresentamos uma agenda clara e urgente baseada em seis eixos estratégicos para levantar o setor. Por isso, valorizamos que o ministro acolha nossas preocupações e antecipe prazos concretos para a Lei de Fomento e melhorias na Lei de Incêndios. As pequenas e médias empresas madeireiras estão vivendo uma crise trabalhista muito complexa; precisamos reativar as operações com segurança e contar com ferramentas de fomento modernas que deem certezas para voltar a plantar e frear o fechamento de serrarias no sul do Chile".
O encontro concluiu com o compromisso mútuo de estabelecer canais técnicos de acompanhamento para analisar as propostas entregues pela Futuro Madeira, buscando que as futuras políticas públicas reflitam a realidade de todos os atores do território.
Fonte:La Tribuna
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