Graças à recuperação experimentada em abril, maio e junho, as exportações da região de Ñuble fecharam o primeiro semestre de 2026 com um crescimento acumulado de 25,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Foi o que revelaram os dados do Departamento de Inteligência de Mercado da ProChile, com informações do Serviço Nacional de Alfândegas, que para Ñuble registraram embarques no total de US$ 806 milhões entre janeiro e junho.
O setor mais importante para os embarques regionais continua sendo o florestal, com exportações de US$ 427 milhões durante o primeiro semestre, com um crescimento de 14,4% em relação ao mesmo período do ano passado. O produto mais relevante deste setor é a celulose, que atingiu US$ 261 milhões; seguido pelos painéis de madeira, com US$ 57 milhões; madeira serrada ou aplainada, com US$ 51 milhões; compensado de madeira, com US$ 49 milhões; e ripas, molduras e perfis de madeira, com US$ 6 milhões.
Como se recorda, o cenário internacional para o setor florestal tem sido complexo devido à contração da demanda por celulose na China e à menor demanda por produtos de madeira nos Estados Unidos e também na Ásia. De fato, 2025 fechou com uma queda de 29,5% nos embarques florestais de Ñuble.
O segundo setor exportador são os produtos agropecuários, que registraram embarques de US$ 363 milhões e um animador crescimento de 40,5%. Aqui se destacaram as exportações de mirtilos congelados, com US$ 66 milhões; mirtilos frescos, com US$ 49 milhões; e farinhas e amidos, com US$ 47 milhões. Mais abaixo aparecem as framboesas congeladas, com US$ 43 milhões; as demais frutas congeladas, com US$ 36 milhões; morangos congelados, com US$ 24 milhões; aspargos congelados, com US$ 16 milhões; açúcar, com US$ 13 milhões; e amoras congeladas, com US$ 9 milhões.
Desta forma, os congelados continuam impulsionando o setor agroexportador, após os resultados negativos da recente temporada de frutas frescas, principalmente devido ao colapso dos preços das cerejas na China.
A Região também registrou embarques de US$ 10 milhões em manufaturas, dos quais os principais itens foram embalagens de papel e papelão, com US$ 9 milhões; pesca e aquicultura, com US$ 6 milhões, principalmente algas, com US$ 5 milhões; e finalmente o setor de vinhos, que exportou US$ 1 milhão.
Mercados de destino
Quanto aos mercados de destino, a China se manteve como a principal compradora dos produtos de Ñuble, concentrando 34% das exportações regionais. Em seguida vieram Estados Unidos (27%), Canadá (4%), Japão (4%) e Austrália (3%).
O diretor da ProChile Ñuble, Matías Mandiola, destacou que “esses números são muito animadores para a Região e esperamos que continuem sendo impulsionados projetos e investimentos em setores estratégicos. Existe potencial para continuar crescendo, gerar novos empregos e continuar alcançando mercados internacionais. Da ProChile, o compromisso é apoiar as empresas regionais em seu processo de internacionalização, facilitar seu acesso a oportunidades comerciais no exterior e diversificar a oferta exportadora de Ñuble”.
Fonte:La Discusión
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