Antes de abordar os avanços do setor silvoagropecuário, o ministro da Agricultura, Jaime Campos, deu ênfase especial a um dos desafios que considera prioritários para a atual administração: reativar o desenvolvimento florestal no Chile por meio de um novo instrumento de fomento que permita aumentar a superfície florestal e fortalecer a contribuição do setor para o desenvolvimento rural.

Durante a primeira Prestação de Contas Participativa do Ministério da Agricultura, realizada no Centro Cultural de Casablanca junto ao subsecretário de Agricultura, Francesco Venezian, o secretário de Estado apresentou as principais diretrizes que marcarão a gestão da pasta, destacando que o âmbito florestal voltará a ocupar um lugar estratégico dentro das políticas públicas.

"Nos propusemos a voltar a ter no Chile uma lei ou instrumento de fomento florestal, dado que é uma atividade muito importante que ficou completamente defasada e temos que aumentar a superfície florestal do Chile. É um compromisso inadiável que temos com a pequena agricultura e com a agricultura familiar camponesa", afirmou o ministro Campos.

O anúncio busca reverter vários anos sem um mecanismo de incentivo às plantações e ao manejo florestal, situação que, segundo o Governo, tem limitado o crescimento de uma atividade considerada chave tanto para a economia quanto para o desenvolvimento sustentável dos territórios rurais.

A agenda apresentada pelo Ministério se estrutura em cinco eixos estratégicos: fortalecer a competitividade internacional do setor silvoagropecuário, promover a sustentabilidade dos recursos naturais, impulsionar a modernização produtiva por meio da ciência, da inovação e da transferência tecnológica, apoiar os pequenos agricultores e modernizar a institucionalidade do agro.

Nesse contexto, Campos sustentou que o Chile deve continuar ampliando sua presença nos mercados internacionais.

"Devemos continuar impulsionando a abertura de novos mercados, porque o Chile já não produz apenas para os consumidores nacionais, mas também para as centenas de milhões de consumidores que existem no mundo", indicou.

Por sua vez, o subsecretário de Agricultura, Francesco Venezian, reforçou a importância de incorporar o desenvolvimento florestal dentro da estratégia nacional do ministério.

"Devemos reafirmar nossa política florestal também, nosso fomento florestal, assim como posicionar também o que é o desenvolvimento hídrico, com uma política hídrica na qual estamos trabalhando como ministério. O ministro já fez alguma menção, tendo fundos permanentes ao longo do tempo, o que permitirá fazer infraestruturas de médio e longo prazo", sinalizou.

Venezian acrescentou que o papel do Ministério será atuar como um Estado facilitador que fortaleça as políticas públicas orientadas a manter a competitividade internacional do país, apoiando tanto os mercados exportadores quanto os pequenos e médios produtores.

Além do impulso ao setor florestal, o Governo reiterou que a preservação do patrimônio fitossanitário e zoossanitário continuará sendo um dos pilares de sua estratégia, junto com uma gestão mais eficiente do recurso hídrico e o fortalecimento do desenvolvimento rural.

Nessa linha, o ministro Campos concluiu que o desenvolvimento florestal faz parte de uma visão mais ampla sobre a ruralidade chilena.

"A agricultura não é apenas uma atividade econômica. Isso é uma forma de vida que está enraizada na história do Chile há muitos anos. Tudo o que se vincula com a ruralidade, seu desenvolvimento e sua potencialidade sempre contará com nosso incentivo, com nosso apoio e com nossa contribuição", concluiu.

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