Com uma plantação de árvores nativas na Villa Las Pataguas, em Chillán, a Corporação Nacional Florestal (Conaf) realizou o lançamento regional do programa «Minha Aldeia, Minha Árvore» na região de Ñuble, marcando também o início da transição institucional para o Serviço Nacional Florestal (Sernafor).

O programa busca promover o cuidado da arborização urbana e cidades mais resilientes face às alterações climáticas, através do fortalecimento da identidade das comunidades com espécies nativas cujos nomes estão ligados ao património florestal chileno. Da mesma forma, permitirá aproximar o quadro institucional que assumirá o Sernafor, organismo que contará com novas atribuições para liderar a gestão florestal e a infraestrutura verde urbana do país.

O marco regional foi liderado pelo diretor da Conaf Ñuble, Domingo González Zúñiga; pela diretora de Desenvolvimento Comunitário da Câmara Municipal de Chillán, Zoraya Martínez Saez; e pela seremi do Meio Ambiente de Ñuble, Angélica Cuevas Palominos, que, juntamente com o deputado Carlos Chandía Alarcón, líderes de bairro e moradores da zona, realizaram uma plantação simbólica de duas pataguas (Crinodendron patagua), espécie nativa que dá nome ao setor.

O diretor da Conaf Ñuble, Domingo González Zúñiga, destacou que «este lançamento tem um duplo significado. Por um lado, iniciamos o programa ‘Minha Aldeia, Minha Árvore’, que resgata a identidade de comunidades ligadas à nossa flora nativa, e ao mesmo tempo começamos o processo de transição para o Serviço Nacional Florestal, uma nova institucionalidade com maiores atribuições e faculdades para fortalecer a gestão florestal e o trabalho com os territórios. Ter escolhido a Villa Las Pataguas e plantar esta espécie nativa reflete precisamente esse compromisso com o património natural e com as pessoas».

A diretora de Desenvolvimento Comunitário da Câmara Municipal de Chillán, Zoraya Martínez Saez, valorizou a iniciativa, assinalando que «foi um marco muito significativo, que simboliza o bom trabalho que a Conaf tem vindo a realizar, e que como município nos representa, pois acreditamos que o cuidado dos espaços públicos se constrói juntamente com a comunidade. Este programa não só embeleza os nossos bairros, mas também fortalece a identidade dos moradores e promove uma cultura de cuidado do meio ambiente a partir do território».

A seremi do Meio Ambiente de Ñuble, Angélica Cuevas Palominos, afirmou que «incorporar árvores nativas nas cidades é uma ação concreta de adaptação às alterações climáticas e de recuperação da biodiversidade. As árvores são captadoras de CO₂ para a geração de oxigénio e a disposição de cidades mais amigáveis, motivo pelo qual é fundamental sensibilizar as pessoas quanto à sua relação com o meio ambiente».

Finalmente, o presidente do Comité de Progresso e Desenvolvimento da Villa Las Pataguas, Marco Herrera Rivas, destacou que este bairro é composto por 375 famílias, motivo pelo qual «para a nossa comunidade é muito significativo que este programa comece aqui e que a espécie escolhida seja precisamente a patagua, que faz parte da identidade do nosso bairro. Esperamos cuidar destas árvores e que as futuras gerações possam desfrutar delas».

O lançamento regional faz parte da primeira etapa do programa «Minha Aldeia, Minha Árvore», que continuará a desenvolver-se noutras localidades do país, acrescentando ainda assessoria técnica, jornadas de educação ambiental e novas instâncias para o fortalecimento da arborização urbana, juntamente com atividades de divulgação sobre o processo de implementação do Serviço Nacional Florestal (Sernafor).

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