Com uma infraestrutura completamente modernizada, novos laboratórios e uma equipe de pesquisa que triplicou de tamanho nos últimos anos, a CMPC inaugurou nesta segunda-feira as renovadas instalações de seu Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) Industrial, localizado na Planta Santa Fe, na comuna de Nacimiento. O investimento marca uma nova etapa para um dos principais polos de inovação tecnológica da companhia, de onde são desenvolvidas soluções aplicadas para as operações do Chile e do Brasil, além de novos produtos com projeção para mercados internacionais.

A cerimônia reuniu autoridades regionais e comunais, representantes do mundo acadêmico e científico, líderes sociais e executivos da empresa. Entre os presentes estiveram o delegado presidencial regional do Biobío, Julio Anativia; o delegado presidencial provincial de Biobío, Juan Pablo Mellado; o seremi de Ciência, Tecnologia, Conhecimento e Inovação para Biobío e Ñuble, Pedro Ramírez; o prefeito de Nacimiento, Carlos Toloza Soto, além de representantes de universidades e centros de pesquisa.

A atividade incluiu a apresentação do projeto, um tour pelas novas dependências e o tradicional corte de fita, que oficializou o início de uma nova etapa para um centro que há quase três décadas impulsiona a pesquisa aplicada na indústria florestal.

Uma aposta na inovação para a próxima década

Durante a inauguração, o vice-presidente de Operações Industriais da CMPC, Felipe Alcalde, destacou que a reforma constitui um dos investimentos mais relevantes que a empresa realiza em matéria de desenvolvimento tecnológico.

"Este é um dos principais investimentos que temos do ponto de vista do desenvolvimento do conhecimento e da tecnologia aplicada, entendendo que tudo o que é feito aqui neste centro viaja para todo o mundo. Os produtos que são desenvolvidos chegam a diferentes continentes e este centro é um fato concreto em relação ao compromisso que temos de continuar melhorando e de continuar competindo globalmente a partir desta região", afirmou.

O executivo lembrou que o local começou a operar em 1996 sob o nome de Gerência Técnica e que, com o passar do tempo, se transformou em uma plataforma estratégica para o desenvolvimento de tecnologias que hoje apoiam diferentes operações industriais da CMPC.

"Hoje estamos fazendo um relançamento dessa iniciativa de futuro que já tem três décadas e esse compromisso continua com mais força do que nunca. Temos grandes desafios, mas também enormes oportunidades para continuar crescendo", afirmou.

Mais laboratórios e maior capacidade científica

A renovação respondeu ao crescimento sustentado da equipe de pesquisa, que passou de 17 para 52 profissionais, e à necessidade de contar com infraestrutura adequada aos novos desafios tecnológicos da empresa.

O projeto contemplou a reforma de cerca de mil metros quadrados, incorporando laboratórios especializados, um novo depósito de reagentes, espaços colaborativos e uma completa redistribuição de escritórios.

A gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Bioeconomia da CMPC, Bibiana Rubini, explicou que as novas instalações foram projetadas pensando nas necessidades de pesquisa dos próximos dez anos.

"Este centro foi projetado pensando nos próximos dez anos. Ampliamos laboratórios, geramos novos espaços e reformamos completamente os escritórios para incorporar mais pessoas", explicou.

Entre as principais novidades destaca-se a incorporação de um laboratório especializado em fibras, destinado a estudar a qualidade da celulose e desenvolver novas aplicações para este material.

"Nosso produto é a celulose e aqui poderemos estudar sua qualidade, desenvolver novas aplicações e trabalhar em diferentes materiais. Esse laboratório já está completamente operacional e gerando informações", indicou.

Pesquisa para novos processos e produtos

A partir deste centro são desenvolvidas pesquisas que abrangem toda a cadeia de valor florestal, desde o melhoramento dos recursos florestais até a obtenção de novos materiais derivados da madeira e da fibra.

Rubini explicou que o trabalho científico busca otimizar processos industriais, aumentar a produtividade e abrir novas oportunidades para a bioeconomia.

"Entendemos como a árvore é produzida, como fazer com que a floresta seja mais produtiva, selecionamos materiais genéticos e como transformamos essa floresta em celulose e papéis, além de outros produtos que contribuam para o desenvolvimento da bioeconomia", afirmou.

Por sua vez, Felipe Alcalde destacou que muitas das soluções desenvolvidas em Nacimiento já são utilizadas em diferentes operações da CMPC dentro e fora do país.

"Este centro desenvolve produtos que são vendidos em todo o mundo. Também controla a qualidade das fábricas no Chile e em outros países, além de gerar capacidades onde estão sendo pensados novos negócios e novas aplicações para a madeira, como a construção e outros usos", sustentou.

Atualmente, o Centro de P&D Industrial concentra laboratórios e capacidades técnicas destinadas a realizar análises, validações, simulações e ensaios orientados a otimizar processos, melhorar a qualidade dos produtos e avaliar tecnologias antes de sua implementação em escala industrial.

Um dos aspectos destacados durante a inauguração foi a estreita colaboração que o centro mantém com universidades, centros tecnológicos e o ecossistema de inovação.

Felipe Alcalde lembrou que várias das tecnologias que hoje a CMPC utiliza foram desenvolvidas junto a instituições acadêmicas. "Durante muitos anos construímos uma rede de colaboração com universidades, centros de pesquisa e o mundo do empreendedorismo. Parte da tecnologia que controla esta planta foi desenvolvida junto a uma universidade e também o sistema de qualidade que hoje todas as plantas da CMPC no Chile e no Brasil utilizam nasceu aqui", comentou.

O executivo acrescentou que um dos objetivos é continuar fortalecendo a formação e retenção de profissionais na Região do Biobío. "Este centro também deve ser uma oportunidade para que talentos locais trabalhem, se especializem e contribuam para o desenvolvimento de soluções que possam ter impacto global", indicou.

Bibiana Rubini concordou com a importância de potencializar o capital humano regional. "Queremos continuar desenvolvendo tecnologia e conhecimento para os processos da CMPC, privilegiando a incorporação de profissionais locais e fortalecendo a colaboração com universidades e pesquisadores para construir juntos o futuro", concluiu.

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