Com cadernos, perguntas e muita atenção, 80 empreendedores chegaram ao edifício corporativo da CMPC em Los Ángeles para participar de uma jornada pensada para oferecer-lhes ferramentas concretas que possam aplicar em seus próprios negócios.
A atividade foi desenvolvida pela CMPC em conjunto com a Fundação CMPC e a rede de voluntariado Cultivadores de Futuro, ocasião em que profissionais da empresa colocam seus conhecimentos e experiência a serviço de diversas iniciativas.
Durante a jornada, os participantes trabalharam em três áreas consideradas chave para fortalecer seus empreendimentos. A primeira foi o Modelo de Negócio Canvas, ferramenta que permite identificar os principais componentes de um negócio e detectar oportunidades de melhoria.
O segundo módulo foi centrado na narrativa do produto e do empreendimento. A ideia foi oferecer ferramentas para que cada participante possa comunicar melhor o que faz, qual é a história por trás de seu produto, o que o diferencia e qual propósito existe por trás de sua marca.
O terceiro bloco incorporou uma temática que ganha cada vez mais espaço entre os pequenos negócios: a inteligência artificial.
Paolo Zappettini, desenvolvedor de IA do Centro de Excelência em Inteligência Artificial da CMPC, mostrou aplicações simples que podem ajudar os empreendedores a gerar conteúdos, preparar publicações, melhorar suas redes sociais, criar apresentações e organizar diferentes tarefas de seus negócios.
“Muitas vezes os empreendedores não têm recursos para, por exemplo, ter um designer gráfico que crie gráficos de seu produto ou modelos. Com a IA, eles podem fazer isso sozinhos, personalizando conforme o que precisam”, explicou.
Para os participantes, a experiência também significou uma oportunidade de parar para olhar seus próprios empreendimentos e descobrir novas possibilidades.
Lilian García, empreendedora de Collipulli e criadora da Alfarería Piutril, classificou a mentoria como “muito importante, pois nos ajuda a melhorar como empreendedores e também a aprender coisas novas”. Entre os conteúdos, destacou especialmente o Canvas, porque lhe permitiu fazer “uma introspecção do nosso empreendimento e assim melhorar muitas coisas”.
De Cholchol, Nancy Epulef, criadora da La Manta Trarikán, valorizou especialmente a possibilidade de fazer parte desta iniciativa. “Como mulher mapuche, sinto orgulho de fazer parte da CMPC, porque é uma oportunidade que me deram como empreendedora”, destacou.
Seu objetivo agora é levar o aprendido diretamente ao seu negócio: “Melhorar e poder avançar e ter uma melhor venda”.
A jornada faz parte dos Primeiros Povos, iniciativa da CMPC voltada a valorizar, conservar e comercializar o artesanato e os ofícios ancestrais de criadores e comunidades de Biobío e La Araucanía.
Cristian Cuitiño, gerente de Projetos e Gestão Social da CMPC, destacou que esta atividade é realizada pelo terceiro ano consecutivo e, pelo segundo ano, em aliança com a Fundação CMPC.
“Estamos muito contentes, porque estamos contribuindo por meio das capacidades instaladas que temos na Fundação e com os colaboradores e voluntários que atuam nela, a transmitir conhecimentos às pessoas que fazem parte dos Primeiros Povos”, afirmou.
Atualmente, a iniciativa conta com lojas em Santiago, Temuco e Concepción, além de presença no comércio digital.
Mais do que uma jornada de capacitação, o encontro buscou oferecer ferramentas que possam se transformar em ações concretas: organizar um negócio, contar melhor uma história, alcançar novos clientes e aproveitar a tecnologia para fazer crescer empreendimentos que mantêm vivos conhecimentos, ofícios e tradições do sul do Chile.
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