Enquanto os sindicatos vítimas da violência articulam uma reunião com o ministro da Defesa, Fernando Barros, através do senador pela Araucanía Miguel Becker, as declarações do secretário de Estado ao “El Mercurio”, nas quais descartou um “abandono” do Estado em relação à macrorregião sul, foram bem recebidas, mas com ressalvas.

“Embora suas palavras possam tranquilizar, precisamos de fatos mais concretos. Os militares, no contexto do estado de exceção, ainda podem fazer uma contribuição importante para desarticular os grupos extremistas e violentos”, disse o presidente da Multigremial da Araucanía, Patricio Santibáñez. Ele acrescentou que “essa tarefa não terminou e nos preocupa que, sem as Forças Armadas, esta situação de violência se mantenha ou aumente. Se mantida, já é ruim”.

O presidente da Sociedade Agrícola do Biobío e vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura, José Miguel Stegmeier, afirmou que “seria muito absurdo que a macrorregião sul fosse abandonada do ponto de vista do estado de exceção, porque ainda não existem condições para que isso ocorra”. Ele acrescentou que “a violência continua latente e enquanto não tivermos presos aqueles que cometem estes atentados e não se desarticularem esses grupos, não podemos retirar os militares e deixar as polícias sozinhas”.

Fonte:El Mercurio

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